segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O NATAL


O final do ano chegou e as luzes do Natal enfeitam a cidade. A força do capitalismo transformou a celebração religiosa numa celebração comercial. Basta lembrar que nas grandes cidades pelo mundo afora, sobretudo para os mais jovens, a grande celebração do Natal acontece nos shoppings. Na sua essência mais pura, o Natal é mesmo uma celebração religiosa que muda de acordo com o credo professado. 
Nos países muçulmanos a celebração correspondente ao Natal cristão é o “Mawlid”, a comemoração do nascimento de “Muhammad “ (Maomé). Não existe um consenso em torno da data e da própria comemoração. Muitos muçulmanos são contrários à festa por entenderem a celebração como uma inovação religiosa, algo que fere o Alcorão(Livro sagrado dos muçulmanos). Até mesmo entre os que celebram existe divergência. Muitos comemoram em 12 de Rabi al-Awwal (terceiro mês do calendário árabe). Já os xiitas comemoram o nascimento de Muhammad em 17 de Rabi al-Awwal (oitavo mês do calendário árabe).
Nas comunidades judaicas o nascimento de Jesus não tem o mesmo significado dos países cristãos. Os judeus reconhecem Jesus como um grande profeta, não como o filho de Deus. A celebração judaica mais próxima do Natal cristão é oYom Kipur, a comemoração do ano novo, que acontece entre os meses de Setembro e Outubro. Segundo o professor Leon Szkalarowsky , Jesus, que era judeu, também comemorava o ano novo nessa data. Após a Cisão, os cristãos passaram a comemorar o ano novo a partir do nascimento de Jesus. Cabe lembrar que a data em que os cristãos comemoram o Natal, 25 de dezembro, não é exatamente a data do nascimento de Jesus, algo impossível de se precisar. Esse marco cronológico foi estabelecido na cidade de “Antióquia”, Ásia Menor, provavelmente por volta do século IV, como uma adaptação de uma festa pagã, o “Sol Invicto”. 
Independentemente do credo (ou da falta dele), o que se verifica no período natalino é uma aura de felicidade. Até mesmo nas sociedades em que o aspecto comercial se sobrepõe ao religioso, há de se convir que as pessoas se comportam de forma diferente. A roupa nova, a árvore de Natal, o presépio, o nascimento de Jesus, as luzes dos shoppings, o sorriso das crianças, o aumento da caridade, o sentimento de amor, o respeito entre as pessoas na virada do ano, tudo isso há de se perpetuar algum dia. Temos que acreditar que haverá um tempo em que as pessoas se comportarão o ano inteiro como se estivessem no Natal. Àqueles que perderam a esperança de que isso venha a acontecer algum dia, recomendo que desistam de viver. Feliz Natal!
FONTE : JORNÁLIA DO ED

O BAILE DO MENINO DEUS


O Baile do Menino Deus - Recife - PE
 O Baile do Menino Deus encenado no Marco Zero. ( Blenda Souto Maior/DP/D.A Press.)
O Baile do Menino Deus encenado no Marco Zero.
Um quase balzaquiano, mas que continua com seus encantos. O Baile do Menino Deus, com seus 29 anos de existência, atrai com o mesmo entusiasmo os mais jovens e os já não tão jovens assim. Sentados (os que chegam mais cedo) ou de pé, eles acompanham a história da dupla de Mateus e do grupo de crianças na busca pela porta de uma casa especial, onde nasceu Jesus, o Menino Deus.

A primeira encenação da curta temporada – que segue até a terça (25) – começou neste domingo (23), pontualmente às 20h. O palco está montado no Marco Zero. Para assistir ao espetáculo não é preciso pagar nada. Para o casal João Câncio e Eliete Ferreira – ele funcionário público, ela aposentada – foi a primeira vez. “Já vi pela televisão. A expectativa é grande”, comentou João.
O espetáculo é de autoria de Ronaldo Correia de Brito. ( Blenda Souto Maior/DP/D.A Press)
O espetáculo é de autoria de Ronaldo Correia de Brito.

Escrito por por Ronaldo Correia de Brito, em parceria com Assis Lima, o Baile do Menino Deus ganhou músicas de Antônio Madureira, que permeiam toda a encenação. A trilha é executada ao vivo por uma orquestra com 14 instrumentistas, há um coro adulto com 13 cantores e um infantil, com 12 vozes. Isadora Melo, Silvério Pessoa, Virginia Cavalcanti e Zé Barbosa são os solistas.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Maias não esperam fim do mundo, mas início de uma era melhor


Grupo folclórico faz cerimônia para se despedir do último sol desta era em frente ao templo do Grande Jaguar, em Petén, na Guatemala Foto: EFE
Grupo folclórico faz cerimônia para se despedir do último sol desta era em frente ao templo do Grande Jaguar, em Petén, na Guatemala
Foto: EFE
importam com o destino dos descendentes desse povo pré-colombiano. Eles são a maioria na Guatemala e até hoje lutam para sobreviver.
Os antigos maias observaram o céu e os movimentos do sol, da lua e das estrelas. Eles interpretaram os ciclos do clima, a duração dos dias e das noites, o calor e o frio, a chuva e a seca. Eles definiram um ano, dividido em 18 unidades de 20 dias. No final de um ano, há cinco dias santos, nos quais as pessoas devem refletir sobre o passado, o presente e o futuro. Um ano do calendário maia durava 365 dias, exatamente o mesmo que o atual calendário gregoriano.
De volta para o futuro
Mas os maias não são apenas um povo antigo que viveu nas construções cujas ruínas fascinam turistas de todo o mundo. Até hoje eles compõem a maioria da população da Guatemala. Eles falam seu próprio idioma, praticam a agricultura de maneira semelhante à de seus ancestrais de mais de mil anos atrás e lutam pela sobrevivência num mundo moderno e globalizado.
Enquanto o antigo calendário maia provoca controvérsia por supostamente prever o fim do mundo para esta sexta-feira, 21 de dezembro de 2012, muitos maias que vivem na Guatemala acompanham esse debate com serenidade.
Maria Mateo, uma agricultora da população maia dos poqomchí, diz não acreditar que o fim do mundo esteja próximo. Ela crê que o fim do décimo terceiro baktun seja motivo de esperança. "Acreditamos mesmo que vai haver uma mudança, mas não numa data específica. Cada pessoa pode dar sua contribuição para essa mudança. A humanidade deve começar a realmente proteger a natureza. O povo maia e especialmente as mulheres devem se unir solidariamente, unir forças e lutar juntos pela nossa mãe Terra."
Início de uma nova era
Para os antigos astrônomos maias, um ano solar era uma unidade de um ciclo muito mais longo, chamado baktun. Cada baktun tem 400 anos. Os antigos maias acreditavam que o começo dos tempos foi exatamente há 5,2 mil dias. Por isso que em 21 de dezembro encerra-se o décimo terceiro baktun. Uma nova era se inicia, e muitos maias atuais esperam que ela traga melhoras para suas condições de vida.
O cientista social Virgilio Alvarez, diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais da Guatemala, diz que a imprensa sensacionalista do mundo ocidental usou o calendário maia para uma cobertura jornalística exótica, que não reflete a realidade dos maias atuais e apenas reforça o folclore em torno deles.
"Às vezes, os maias são vistos de uma forma romantizada. Como os pobres e selvagens índios que devem ser ajudados enquanto usarem penas na cabeça", avalia. "Mas, sobretudo, os povos indígenas dos mercados latino-americanos foram descobertos pelos grandes grupos transnacionais, dentro do processo de globalização, como um grupo consumidor nos mercados latino-americanos. Essas corporações querem vender coisas a eles, como celulares e tablets. Por outro lado, a solidariedade em relação à América Latina foi deixada de lado, particularmente na Europa. E isso apesar de a Europa ter tido uma grande parcela de responsabilidade na destruição da cultura maia original."
Numa declaração conjunta, líderes espirituais da população maia na Guatemala manifestaram suas preocupações e esperanças para a nova era. "O mundo fala da destruição da natureza, das consequências das alterações climáticas, da perda da biodiversidade. Nós, maias, sentimos diretamente as mudanças no clima. Mais de 80% da nossa população vive na pobreza. Nossas montanhas, florestas e rios são roubados por grandes empresas para a construção das usinas hidrelétricas, mineração, a exploração de minério e petróleo ou o cultivo de monoculturas. Nossa riqueza natural é roubada, nossos direitos são violados, exatamente como há 400 anos, quando o décimo terceiro baktun começou."
Esperança de um futuro melhor
Um dos autores da declaração é Vitalino Similox, do povo maia dos kaqchikel. Ele é pastor da igreja presbiteriana e uma personalidade interessante da história recente da Guatemala. Em 1998, foi candidato ao cargo de vice-presidente. Naquela época, esteve do lado da Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú.
Ele associa a mudança de era à esperança de um fim dos tempos de sofrimento e início de uma era de cura. "Os líderes espirituais dizem que cada pessoa nasce com um presente especial. Especialmente no último baktun nasceram muitas crianças talentosas. Isso nos dá esperança de que a matemática, a ciência, a astronomia e a arte dos maias clássicos sejam revitalizadas. Por isso não é ilusório acreditar que os maias ganharão força novamente com o tempo."

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Dia Nacional da Consciência Negra

Hoje 20 de novembro se comemora o dia da “Consciência Negra. Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

terça-feira, 13 de novembro de 2012


Os adolescentes de hoje: falta de Respeito em jovens sem limites


Jovens
imitar é ensinar que todos temos direitos, sim, mas deveres também. Limitar é mostrar que o outro também deve ser considerado quando nos decidimos a agir, que nunca devemos pensar apenas em nós mesmos, mas sim compreender que vivemos em grupo, ou seja, convivemos.
Antes de tudo, é preparar nossos filhos para o exercício da cidadania. É esta, sem dúvida, uma parte importante do trabalho educacional da família. Estabelecer limites é dar responsabilidade, o que implica em tornar nossos filhos, mais cedo, adultos responsáveis.
NOSSA REALIDADE
Quanto mais hostil for o meio, ou seja, quanto pior estiverem as coisas na sociedade, mais nós, os pais, devemos compreender e introjetar a importância do nosso papel, em especial, o PESO do nosso exemplo e dos nossos ensinamentos. Mais que temer a influência do meio, devemos continuamente analisá-lo com nossos filhos, para que eles tenham condições de se defenderem de influências indesejadas.
Se vivemos numa sociedade em que muitas pessoas acham que podem tudo devido à impunidade existente, isto não é motivo para que ensinemos nossos filhos a serem desonestos. Pelo contrário, é desvelando essa realidade injusta e analisando o que está ocorrendo que poderemos instrumentalizá-los a adotarem uma postura combativa e de luta contra as injustiças.
“Entregando os pontos” estaremos apenas dando razão à desonestidade e à falta de caráter. Afinal, qual o nosso objetivo ao educarmos nossos filhos? Formar um cidadão respeitado, justo, honesto ou criar um arremedo de ser humano, alguém que só pensa em “se dar bem”, independente da forma, já que existe tanta coisa errada por aí?
ORIGEM DA AGRESSIVIDADE
A agressividade não é inerente à adolescência, como muitos pensam. O que caracteriza esta faixa etária do ponto de vista do crescimento intelectual e afetivo é, entre outras coisas:
A) antagonismo: é a capacidade incansável e inesgotável de o jovem se opor, contestar e colocar-se contra tudo ou quase tudo que pessoas revestidas de algum grau de autoridade lhe apresentam, em especial se essas pessoas forem o pai e a mãe.
B) instabilidade emocional: as grandes mudanças físicas, intelectuais, emocionais e sociais que ocorrem na adolescência podem influenciar o humor, levando a fortes e contraditórios sentimentos, alternando alegria, euforia, tristeza e melancolia, mau humor ou mutismo.
C) inquietação: nesta fase do desenvolvimento, o jovem percebe, intui e vivencia a chegada da idade adulta, que ele deseja e teme ao mesmo tempo: deseja pelo tanto de liberdade e independência que sonha conquistar; teme pelo que pressente que irá assumir, em termos de responsabilidades, abandonando uma etapa na qual o prazer é a tônica e as obrigações ainda são poucas.
TOLERAR?
Nada justifica, entretanto, que, por conta do que foi exposto, o jovem passe dos limites de uma convivência sadia para agressões graves. O que é compreensível e aceitável é surgirem atitudes de irritabilidade, mutismo, depressão leve, impaciência, espírito de contradição, teimosia, resistência passiva etc., nunca violência e desrespeito. É muito bom quando os pais compreendem o que o adolescente está passando e deixam passar, sem revidar, algumas das atitudes citadas, não levando tudo a ferro e fogo, a fim de favorecer a independência do filho.
Afinal, a maior parte dessas atitudes representa apenas a insegurança característica da idade e o desejo de crescimento. Entendendo o que se passa, é mais fácil tolerarem algumas atitudes de auto-afirmação dos filhos. Nunca, porém, os pais devem permitir que as coisas cheguem ao ponto de gritos, zombarias, agressões físicas, verbais ou morais. Se isto acontecer, provavelmente será porque não foram estabelecidos, de forma clara, os limites do que é aceitável e do que não é.
PRESSUPOSTOS PARA EDUCAR
Pais bem orientados e equilibrados agem com os filhos adolescentes apoiados em um tripé básico:
A) empatia: para isso é necessário saber ouvir, sem preconceitos, deixar o coração livre e desimpedido para “sentir com” e, principalmente, dar mostras de compreensão do sentimento do outro.
B) diálogo: depois de ouvi-lo colocar suas dúvidas e problemas, você parte para a análise conjunta da situação e a busca de soluções possíveis, de preferência orientando, sugerindo, mas deixando, sempre que possível, a decisão final a cargo do jovem.
C) estabelecendo limites: ter empatia e dialogar não impede nem impossibilita que, quando necessário, você estabeleça limites, com base na sua autoridade e no dever de zelar pela segurança dos filhos. Isto quer dizer que, muitas vezes, por mais que tente, você não conseguirá convencer seu filho de alguma coisa que considera fundamental e, então, se torna necessário estabelecer alguma regra ou proibir alguma coisa.
QUANDO AGIR
A agressividade deve ser combatida toda vez que superar os limites da educação, da polidez, da civilidade. E também sempre que percebermos que nosso filho está agindo, falando, se comportando, enfim, de forma que possa colocar em risco sua segurança, seu futuro. Mesmo quando não se trabalhou os limites na infância, é possível reverter a situação. É mais difícil, mas não impossível. O fato de os pais perceberem que perderam tempo, deixando de aproveitar a infância para o estabelecimento dos limites mínimos, o que determina uma convivência baseada no respeito e na igualdade de direitos e deveres, já os coloca um passo adiante na resolução do problema.
Fonte :Missão jovem

domingo, 11 de novembro de 2012

Lady Gaga antes da fama


Lady Gaga antes fama...

Vazou um ensaio fotográfico inteirinho, clicado pela fotógrafa
Malgorzata Saniewska, que na época era garçonete junto com a nossa querida Germanota!!
Isso tudo foi em 2005, quando ela tinha 19 aninhos e nem era famosa ainda!!A nossa super estrela tinha um visual bastante diferente do dos dias atuais...mas a sua estrela já brilhava!!Linda!


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

LIÇÃO PARA OS NOSSOS JOVENS :Malala Yusufzai



LIÇÃO DE VIDA...

Foto sem data de Malala Yousafzai (Foto: Reuters)Foto sem data de Malala Yousafzai (Foto: Reuters)
O Talibã reforçou intenção de matar a paquistanesa de 14 anos que sofreu uma tentativa de assassinato por denunciar em blog atos de violência do movimento, segundo o "New York Times".
A jovem Malala Yusufzai foi baleada quando saia da escola na terça-feira (9).
Sua família recebeu nesta sexta-feira uma visita do primeiro-ministro paquistanês Raja Pervez Ashraf. Ele chamou a garota de "A verdadeira face do Paquistão" e disse que os próximos dois dias serão criticos para sua recuperação, relata o jornal.

O Ministro do Interior, Rehman Malik, disse que as autoridades identificaram dois suspeitos, que ainda não foram capturados. Cerca de 70 pessoas foram interrogadas, incluindo o motorista do ônibus que Malala estava prestes a pegar, e algumas foram presas, relatou Malik, segundo a publicação.

A jovem está hospitalizada no Instituto de Cardiologia do exército na cidade de Rawalpindi, perto de Islamabad, para onde foi transferida de helicóptero a partir de Peshawar nesta quinta-feira (11). Os médicos ainda cogitam transferi-la para um hospital no exterior.
Estudantes paquistanesas rezam pela recuperação de Malala nesta sexta-feira (12) (Foto: AP)Estudantes paquistanesas rezam pela recuperação de Malala nesta sexta-feira (12) (Foto: AP)
Malala Yusafzai é conhecida no exterior por seu blog em urdu no site da BBC desde 2009, quando com apenas 11 anos denunciava os atos de violência cometidos pelos talibãs, que incendiavam escolas para meninas e assassinavam seus opositores no vale do Swat.
No ano passado, a adolescente recebeu o primeiro Prêmio Nacional da Paz criado pelo governo paquistanês.
O Paquistão, país muçulmano de 180 milhões de pessoas, experimenta um aumento no fundamentalismo religioso e está na linha de frente da guerra americana contra o terrorismo.
As regiões tribais do noroeste do país, apoiadas pelo Afeganistão, são consideradas como um santuário para os talibãs e movimentos ligados à Al-Qaeda.
G1, com agências internacionai